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" Sopra o vento... A Lua muda no céu hoje não ouve meu lamento... E na escuridão que sempre me é abrigo, Espanto-me... vejo o pulsar de estrelas em seu negro manto... Brisa... Uma canção mais terna já esquecida se faz ouvir... E onde o som do vôo dos fantasmas ecoavam, Ouço o lufar de asas claras e místicas... Sinto paz... Afasto a mente que me obriga aos pensamentos... Deixo no peito um irreconhecível coração falar de sentimentos... E por um momento a escuridão se desfaz... Asas.. Brilhantes, radiantes, torrentes de luz pulsante... Anjo... esqueço a cabeça pensante... E revelo a Ti meu coração amante. ”

Wolf Júnior






Música
Don`t cha
The Possycat Dolls


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Segunda-feira, Junho 27, 2005




Desato-me dos nós do silêncio
Não me percebo em comedimentos
Nada entendo de estancar minhas vontades

Preciso do transbordar da palavra
E ela pode vir através dos lábios de um olhar
Ou pelo idioma silencioso das mãos

Não sei ocultar os arrepios
Que invadem meus olhos
Quando me vens ao pensar

Apraz-me esta amorosidade
Que me habita a alma, a pele
E que não me permite emudecer em deserções

Extasia-me este explorar da afetividade
Que corrompe minhas resistências
Inebriando-me a calma, a sensatez

Desaprendi de calar ternuras
Nos sótãos dos adiamentos
Não evito os sorrisos que me chegam
Quando estendo minhas carícias de sol
Nas brumas de tuas hesitações

Agrada-me perceber a emoção
Em cada extremidade do meu corpo
Quando é a saudade de ti o meu percurso
O amor que há em mim, intensifica-se em caminhos

Que se alongam para que mais ainda eu te anseie
Esqueço dos meus mapas em tuas mãos
Para que me decifres em passos sem pressa
Porque todos os meus destinos te aguardam

Rendo-me aos sussurros
Que te falam das minhas entregas, dos meus quereres
Há em mim uma voz inquieta que se esparrama
Ora em beijos, ora em abraços
Tenho em minha boca uma sede perene
Que se dobra impunemente à taça do sentir
Vive em mim uma brisa que se deixa apenas soprar
Se me abres teu coração, assentindo minha presença

Apetece-me os incêndios que provoco em teus frios
Ouvindo a respiração trêmula do teu desejo a me buscar
Mostro-te a vida do alto dos meus sonhos
Provocando as tuas vontades súbitas
Que se entreolham nos precipícios de tuas fugas

Oferto-me para povoar os teus tantos vazios
É no aconchegar do teu estar em mim
Que se desenha a liberdade no céu do meu peito
Lanço-me em sentires fartos e impulsivos

Retirando da minha vida as tolas portas e janelas
Que mantinham trincos, travas e chaves
Inquirindo-me sobre o pulsar e o habitar deste amor
Que sempre prescindiu da tua chegada e dos teus sins
Amo-te simplesmente
Sem que me precedas em atitudes de entrega

Fernanda Guimarães

Vida


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Sexta-feira, Junho 17, 2005




entre tuas macias coxas

eu afogo minhas lágrimas

afago teu sexo

pensando no amanhã

no anoitecer e amanhecer

de nossas e novas vidas.


Bené Chaves

Vida


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Domingo, Junho 05, 2005




Nua, mas para o amor não cabe o pejo
Na minha a sua boca eu comprimia.
E, em frêmitos carnais, ela dizia:

- Mais abaixo, meu bem, quero o teu beijo!

Na inconsciência bruta do meu desejo
Fremente, a minha boca obedecia,
E os seus seios, tão rígidos mordia,
Fazendo-a arrepiar em doce arpejo.

Em suspiros de gozos infinitos
Disse-me ela, ainda quase em grito:

- Mais abaixo, meu bem! ¿ num frenesi.

No seu ventre pousei a minha boca,

- Mais abaixo, meu bem! ¿ disse ela, louca,
Moralistas, perdoai! Obedeci....


Olavo Bilac

Vida


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