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" Sopra o vento... A Lua muda no céu hoje não ouve meu lamento... E na escuridão que sempre me é abrigo, Espanto-me... vejo o pulsar de estrelas em seu negro manto... Brisa... Uma canção mais terna já esquecida se faz ouvir... E onde o som do vôo dos fantasmas ecoavam, Ouço o lufar de asas claras e místicas... Sinto paz... Afasto a mente que me obriga aos pensamentos... Deixo no peito um irreconhecível coração falar de sentimentos... E por um momento a escuridão se desfaz... Asas.. Brilhantes, radiantes, torrentes de luz pulsante... Anjo... esqueço a cabeça pensante... E revelo a Ti meu coração amante. ”

Wolf Júnior






Música
Don`t cha
The Possycat Dolls


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Sábado, Junho 24, 2006




Sinto saudade de ti, meu amor,
Saudade do teu olhar,terno e profundo,
Como dois lagos cristalinos,prestes a me afogarem.
Saudade do teu corpo,tão perfeitamente imperfeito,
Que faz tremer só de te olhar.
Saudade das tuas mãos,que tantos outros corpos já tocaram,
Mas que no meu,sempre deslizam como esquiadores,
Driblando os obstáculos e as curvas.
Saudade dos teus beijos molhados,que me molhavam por inteiro.
Saudade dos telefonemas, das esperas,
Dos cafezinhos e jantares à luz de velas,
Saudade dos vinhos,tintos,brancos,rosés,dos champanhes,
Saudade dos sushis e sashimis,dos porres de saquê com sal,
Saudade de sentir teu corpo colado ao meu,perfeitamente encaixado,
Como se não tivéssemos mais nada para fazer.
Ah, meu amor!
Que saudades eu teria de ti se tivesse te conhecido!

Desconheço a Autoria

Vida


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Segunda-feira, Junho 12, 2006





Está certo
você pode o que quiser,
desafinar as orquestras das suas praças,
desligar o interruptor das suas estrelas,
embaraçar os caminhos dos seus planetas,
ignorar todas as conchas do seu mar.
pode demolir os sonhos,
enganar a platéia,
dar ralas sopas aos pobres,
simular gemidos nas camas
e costurar disfarces de lantejoulas
nas sensações inevitáveis
pode pisar
nas suas intuições repentinas
e dizer que estão todas iludidas
pode embrulhar na cara
máscaras confortáveis
e fazer retrato instantâneo
na paz das cordas bambas.
pode catar flores inodoras
nos jardins dos artifícios.
pode sim.
pode continuar dando socos
nas manhãs
que sugerem movimentos
aos estáticos
e manter as noites maquiadas de
"tudo bem"
nos travesseiros molhados.
pode isso tudo
e muito mais...
pode até dar rasteiras nos anjos,
arrancar a fé das suas asas
e dizer que não acredita mais
nos segredos que traziam.
pode desbotar as tonalidades
de todos esses anjos
e sepultar os azuis
dentro de caixas plásticas,
por debaixo de lajes secas
por cima de lanças afiadas
mas ainda assim
você não pode muita coisa.
não é capaz de esfriar
do meu peito
a chama que alimento acesa,
nem tirar da minha mão
o pedaço de Lua
que aperto.
não pode estancar
a correnteza informal
das lágrimas que são minhas,
nem esconder a nudez
nos sorrisos que decido.
não pode reverter nunca mais
o olhar que seus olhos derrubaram
nos meus,
nem derreter o sabor
das bocas coladas
no beijo que engravidamos
siga seu chão,
os caminhos estão certos
em todos os traçados.
mesmo que eu veja
panos de teatros nos seus palcos,
acato
cada
ato.
tudo está certo,
são suas as escolhas a si.

mas não lhe permito
qualquer toque,
por mais leve que seja,
na minha alma exposta,
no meu córrego livre,
na viagem que em mim
faço ida
sem interromper com mentiras
de volta.

kk

Vida


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Domingo, Junho 04, 2006






Que calor é esse que me abala o peito?
Queimando essa postura aristocrática
me faz ter mania de roer as unhas,
me amedronta no escuro da noite.

Estática deixo-me possuir
pelas essências que fluem da pele.
Sou tua na certeza absoluta,
nas luas acorrentadas pela sede.

Se alcanço o poder eterno,
e me abro para o enlace
percebo que não amo-te só nesse instante.


Por Elaine Cristina Lino

Vida


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