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" Vi os teus olhos olhando ...Outros olhos. Vi os teus olhos olhando ...Outro corpo. Vi os teus olhos olhando ...Outra boca Vi que te inquietavas ...Com outros olhos. Vi que te inquietavas ...Com outro corpo. Vi que te inquietavas ...Com outra boca. Vi, chorando depois... Os teus olhos! Vi, sofrendo depois... O teu corpo! Vi que em vão me chamava ... A tua boca! Autora: RUBIA BOURGUIGNON





24.2.07




- O que foi?
- Eu só estou com vergonha, agora que você está me vendo.
- Vergonha de quê?
- Do meu corpo.
- Mas como você pode estar com vergonha de algo que está grudado na sua cabeça?
Acaso, o que foi que ela disse a ele?
- Ela sempre diz que ele é feio.
- Em relação às estrelas?
- Não, só feio.
- Mas o só-feio não existe.
O feio só pode ser feio em relação a alguma coisa.
Assim como o bonito. As estrelas são sempre bonitas em relação a minha tristeza.
Quando estou triste, olho para o céu e percebo o quanto são bonitas.
Assim como não preciso abrir os olhos para saber que o seu corpo é bonito.
Aquele hoje, ele foi tão bonito em relação ao meu abandono.
Eu estava tão só, mas ele foi entrelaçando as duas pontes ao redor do meu corpo,
só para atravessar os abismos entre nós dois, só para chegar ao mais perto de mim.

(RITA APOENA)

Vida


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3.2.07



Sede como os pássaros que,
ao pousarem um instante
sobre ramos muito leves,
sentem-nas ceder, mas cantam!
Eles sabem que possuem asas

* Victor Hugo

Vida


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