" loop="infinite"> Resquícios de Vida
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" " Sopra o vento... A Lua muda no céu hoje não ouve meu lamento... E na escuridão que sempre me é abrigo, Espanto-me... vejo o pulsar de estrelas em seu negro manto... Brisa... Uma canção mais terna já esquecida se faz ouvir... E onde o som do vôo dos fantasmas ecoavam, Ouço o lufar de asas claras e místicas... Sinto paz... Afasto a mente que me obriga aos pensamentos... Deixo no peito um irreconhecível coração falar de sentimentos... E por um momento a escuridão se desfaz... Asas.. Brilhantes, radiantes, torrentes de luz pulsante... Anjo... esqueço a cabeça pensante... E revelo a Ti meu coração amante. ” Wolf Júnior




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" "Em minha cama dormem um rei um príncipe um bandido. Do rei não se nota a passagem é discreto no seu não-comprometimento em fazer "as coisas" que todo mundo faz. A coroa deposita suave, as roupas dobra com cuidado e, com cuidado, não suja os lençóis. Do príncipe o rastro é pequeno, é jovem, há que se ter paciência com a impaciência de seus arroubos, em ensinar-lhe os ritos guiando-o pelos caminhos "das coisas" que todo mundo faz. Do bandido sente-se o cheiro um doce desleixo quando joga as roupas e, de gozo, inunda os lençóis. Mas é amor que existe nesse aparente descuido no barulho do coito no jeito safado de fazer "as coisas" que todo mundo faz. Autora: Mariza Lourenço"





"O tempo passou. Dizem que tempo é remédio para tudo. O tempo faz a gente esquecer. Há pessoas que esquecem depressa. Outras apenas fingem que não se lembram mais..." Erico Verissimo


1.3.08





eu...


olho para o homem que me olha, enquanto minha vontade anda perdida em outras
mãos (que, sequer, me tocam).

você não me molha mais, eu penso. e perco a vez (mais uma) de dizer a ele que
meu ponto 'g' nunca foi lá.

meu homem me olha. meu homem. antes eu gostava de chamá-lo assim. antes.
quando ele me chupava e me lambia. antes. quando resfolegava de paixão sobre meu corpo.

antes meu homem me fodia.

agora outro homem não me toca. mais um.

ando precisada daquelas mãos. das mãos do meu outro homem. e de seus olhos.
de sua língua. e de seus dentes (eles rangem quando meu outro homem me come).

ando desesperada de desejo. por ele. (os lençóis guardam o segredo da minha umidade).

meu homem, esse que me olha, ainda me quer. eu sei.

mas é outro homem que aprisiona minhas vontades.

meu outro homem. aquele que, sequer,

me toca: agora.


mariza lourenço

Vida


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